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A partir de hoje, em comemoração aos 12 anos de Grupo Full Jazz, você vai conferir aqui no site a nossa “Jamming Session” com o Presidente. Vamos entrevistar os Presidentes das Empresas do Grupo Full Jazz, num papo franco e descontraído.
Nosso primeiríssimo convidado é o Presidente da Full Jazz Propaganda, Luiz Lobo, que além de ser peça fundamental da banda, é casado e pasmem: tem 4 (quatro) filhos e com a mesma mulher!
Ele iniciou sua carreira profissional na Salles DMBB, como Diretor de Arte e, seguindo seu caminho, foi para a Standard Ogilvy & Mather, onde permaneceu 13 anos. Saiu de lá diretamente para a Giovanni em 1994, já como Diretor de Criação e para nossa felicidade, depois de colecionar alguns prêmios, veio para a Full Jazz. Aqui ele também colecionou muitos prêmios como Diretor de Criação e, desde outubro do ano passado, ocupa a cadeira da presidência da Full Jazz Propaganda. Com vocês o “nosso Lobo”.

Full Jazz - Desde quando você está na Full Jazz e como veio parar aqui?

Lobo - Em 2000, eu trabalhava na Giovanni, como Diretor de Criação. Eu vinha de uma agência grande, a Ogilvy, e fui para Giovanni, uma agência pequena. Lá, eu cresci profissionalmente, comecei a desenvolver uma liderança e a descobrir esse lado de Diretor de Criação. A Giovanni se tornou uma grande agência de publicidade e que já não tinha mais aquele estilo que eu gostava, lá do começo. Um dia eu recebo um telefonema da Christina, me chamando para uma entrevista.

FJ – E como foi esse encontro?

Lobo - A minha história com a Christina é uma coisa muito legal. A agência da Ogilvy era ao lado da Young&rubicam, e toda vez que eles ganhavam uma conta nova, eles soltavam rojão. E toda semana tinha rojão, pois o trabalho deles era muito criativo. A Christina conseguiu fazer uma agência multinacional, criativa! Então, quando eu ia para as festas, eu admirava muito... Lembro até certa vez, numa festa, ela entrando superpoderosa... e de repente, ela me liga. Foi como se o Pelé tivesse ligando para outro jogador para conversar... seu ídolo, pelo amor de Deus! A nossa conversa aqui foi muito legal. Eu olhei a agência e senti uma energia maravilhosa. O projeto da Christina era o projeto que eu sonhei melhorado, pois na Giovanni, fomos crescendo e engessando. E aqui não, a Full Jazz já tinha um tamanho maior. O modelo de operação era mais bacana. Lembro que nessa noite eu vim para conversar, pois ela estava procurando um Diretor de Criação, já que o sócio, que era Diretor de Criação, tinha se desligado da empresa havia algum tempo. E ela (Christina Carvalho Pinto) atuava nas duas posições: como Presidente e Diretora de Criação. Nessa noite eu já saí daqui com um contrato! E estou aqui há oito anos.

FJ - O que você pensava da agência naquele momento? O que o mercado pensava da Full Jazz e como ele funcionava?

Lobo - A Full Jazz é uma coisa maluca! Quando eu vim para cá, a Giovanni já era uma agência grande, estava em 25a. no ranking de faturamento, e o Giovanni me mostrou uma pesquisa de imagem das agências, e a da Full Jazz era muito melhor que a nossa. Só que o tamanho das agências era bem diferente. A imagem da Full Jazz é muito grande. E uma coisa que percebi, aqui dentro, é que existe um jeito novo de trabalhar. Uma forma diferente, que nunca ninguém antes havia falado. E eu naquela época já tinha 13 anos de Ogilvy e 6 anos de Giovanni!

FJ - Quando você entrou na Full Jazz, quais eram as suas expectativas? O que você encontrou de diferente?

Lobo - De repente eu vi o cuidado que tínhamos que ter na mensagem. A piadinha pela piadinha não funcionava mais. Você tem que ter um respeito com quem você está se comunicando. É impressionante a diferença que faz. E você começa a analisar uma série de comerciais, de estratégias... e pelo amor de Deus: é um vale-tudo para que você consuma mais! Isso é maluco. E eu comecei a perceber que isso me incomodava muito.

FJ – Por exemplo?

Lobo - Na verdade, quando se faz uma campanha de cerveja, apesar de eu nunca ter feito, você pode se deparar com um trabalho desses. O briefing para buscar mais consumidores é buscar adolescentes, crianças. Hoje me imaginar fazendo isso... Mas fiz para cigarro, para a Souza Cruz. De alguma forma, em algum momento eu incentivei alguém a consumir algo que não era legal. Hoje, esse cuidado me deixa mais a vontade. Esse trabalho que tem aqui dentro faz toda a diferença e por isso estamos vendo uma série de resultados.

FJ - O que aconteceu de lá para cá? Quais foram as dificuldades que você encontrou?

Lobo - A maior dificuldade que a gente encontra, primeiro, é que ser uma agência de publicidade no Brasil e depender da economia é muito complicado. Outra coisa é que não temos BV, não pegamos conta de cigarro, nem bebida e nem política. Você vê que não participamos de uma grande fatia do mercado. Por outro lado, por exemplo, você treinar profissionais que andem nessa linha é uma coisa que requer um cuidado muito grande.

FJ – A empresa mudou? Que mudanças foram essas? O que impulsionou essas mudanças?

Lobo - Quando entrei aqui, o antigo Diretor de Criação tinha um jeito de operar a criação, estúdio, tráfego, etc., como uma coisa só. E isso causou muita confusão na hora de administrar, pois você precisa separar os processos. Nesse ponto, deu para dar uma organizada e ficou claro que aquele jeito não era bacana. Não funcionava. Outra coisa foi se adaptar ao jeito “portas abertas” da Christina. Aqui não tem hierarquia. E às vezes fica complicado como as pessoas te encaram. Como é feito o processo aqui dentro, uma vez que não fica muito claro, as pessoas se sentem muito à vontade, e esse “à vontade” às vezes dá problema. Mas o ganho, mesmo assim, é maior nesse processo das pessoas se sentirem mais à vontade.

FJ – Como você vê a Full Jazz hoje? Quais as implicações de ser o Presidente da agência?

Lobo - Bom, como é que eu vejo a Full Jazz hoje. Eu estou há um ano na presidência e isso foi muito bacana. E é diferente. Eu estava de um lado administrando a criação e administrando a agência. Quando eu vim para a presidência e coloquei a direção de criação na mão de outra pessoa, que é o Marcelo (Pino), eu pude me dedicar ao outro lado e fazer bem esse outro lado. Quando eu estava nos dois lados, eu não tinha tempo para fazer bem feito nada. Eu percebi que não dá para brincar de super-herói nesse negócio. E quando eu vim para cá, e estruturei cada departamento, o ganho foi nítido. Nós devemos crescer esse ano em torno de 35%.

FJ – Com esse balanço positivo, para você, quais foram as maiores conquistas e os melhores frutos?

Lobo - As grandes conquistas aqui... Eu acho que a Faber-Castell, que foi nesses 8 anos o nosso grande cliente. Um cliente que veio, pois quem fez o primeiro filme foi a Christina (Carvalho Pinto), que trabalhou por um tempo. E eu depois, trabalhei na FCB durante 5 anos com a Faber-Castell, e quando sai de lá eles sentiram a diferença. A falta. E quando eles perceberam que Christina e Lobo estavam juntos na agência, apareceu todo o Marketing aqui, numa reunião, e entregaram a conta. Com todos presentes, inclusive o presidente! Isso foi muito bacana e é uma conta que vem crescendo. A gente vem fazendo um trabalho muito legal. Tivemos a entrada de 6 novos clientes para a Full Jazz Propaganda. O Grupo, como um todo, Full Jazz, The Key, Full Tecno e a Full Trends, que eu acabei de montar... Foi uma área que eu percebi que nós precisávamos entrar, pois estávamos tendo uma demanda muito grande. É uma área que acaba fazendo tudo muito igual, e como eu tenho uma experiência muito grande em criar não só propaganda, mas também em pensar em ações, acabei montando um grupo e está dando supercerto. Esse conjunto é que faz com que a agência ande superbem. A estrutura hoje está mais forte, mais madura e muito mais sênior. Com tudo isso, conquistamos clientes como: três novos shoppings do Grupo Sonae Sierra (Parque D.Pedro, Manauara e Boa Vista), Pirelli, Sayerlack, e Transitions.

FJ – O que você espera para os próximos anos?

Lobo - Bom, internamente, o que eu imagino é ter uma agência cada vez mais redonda. Com as pessoas saindo às 18h30. Conseguir atender meus clientes cada vez melhor, sem que isso faça com que as pessoas trabalhem 24 horas. Esse é um ponto importante para qualidade de vida. As pessoas têm que ter sua folga, mais tempo livre, até para ver o que está acontecendo, para quando estiverem aqui dentro, realmente estarem com a cabeça 100% no trabalho. Não é como vejo em outras agências, o cara na parte da manhã não rende, vai começar a render às 5h da tarde, pois sabe que se sair antes das 10, meia-noite, é taxado de vagabundo. Então naturalmente ele só vai começar a render no final do dia, na hora de ir embora. Isso é uma forma burra de gerenciar um trabalho. Legal é o cara chegar às 9h e já começar a render. Esse é um processo legal. E fazer também com que o cliente entenda que existe um ser humano do outro lado.

FJ – E o mercado, como ele esta reagindo a essa demanda, cada vez maior, por um mundo mais ético, mais responsável sócio e ambientalmente, mais sustentável?

Lobo - O que está rolando no mercado hoje, muito forte, por exemplo, fabricação de “carros verdes”. Existe um carro da Toyota, elétrico, com espera de dois anos. Então, no nosso mercado, nós vamos poder anunciar, que é um grande diferencial, coisas que não agridam o meio ambiente. A forma de anunciar também vai ser diferente. Com mais consciência. Sem sair comprando de uma forma louca, mas comprar produtos que tenham este cuidado. Isso vai nos ajudar, pois somos a primeira agência a montar um departamento que cuida desses assuntos: sustentabilidade e responsabilidade social. Nós já estamos preparados e, portanto, à frente disso. Isso vai trazer o prazer, de novo, em ser publicitário.




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